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Posicionamento da Diretoria do Sinpro Guarulhos neste 2° turno das eleições gerais de 2022

O governo Bolsonaro eleito em 2018 representou a vitória da classe política que se apoia no poder por meio do ódio, da violência e do uso das instituições a serviço de interesses privados. Jair e sua família transformaram a política em um negócio, defensores da ditadura militar de 1964. Seus crimes, como tortura e morte de defensores da democracia, se somam ao discurso antissistema neofascista que criminaliza os pobres, ataca populações negras, indígenas, mulheres e lgbtqia+ tudo em nome de um projeto de poder que visa aparelhar o Estado para interesses privados e do mercado.

Nestes últimos anos de Temer-Bolsonaro, a classe trabalhadora foi duramente atacada com a retirada de direitos sociais e trabalhistas, o negacionismo causou a morte brutal de quase 700 mil brasileiros/as vítimas da Covid 19. A ingovernabilidade do ministério da saúde, o atraso na distribuição de vacinas, o orçamento secreto, o apoio do “centrão” no Congresso, parlamentares da pior espécie que vendem votos em troca da pilhagem dos recursos públicos, inquéritos de corrupção engavetados seja por sigilo de 100 anos ou pela ação da própria Procuradoria Geral da República, 51 imóveis pagos com dinheiro vivo em um país onde grande parte da população se encontra endividada por sobrevivência, em trabalhos precários ou desempregadas são as marcas desse governo.

Nosso voto agora é pela democracia. Sabemos que o dia seguinte dessas eleições será de continuidade da nossa luta e resistência, pois a configuração do congresso nacional segue com uma maioria que vota e seguirá votando contra os direitos da classe trabalhadora, até mesmo a bancada da educação perdeu deputados/as, com a não eleição ou reeleição de seus representantes. A ameaça de votação da PEC 32 ainda este ano representa a destruição dos serviços púbicos, com maior terceirização e privatização, efeito que pode causar na educação pública o aprofundamento do déficit de qualidade. Na educação particular os efeitos das reformas foram a aceleração da precarização do trabalho dos professores/as, perda salarial, a mesma carga de trabalho e deveres com menor renda, contratações precárias, avanço do EAD e de modelos híbridos, retirando dos professores e estudantes conteúdo, ou seja, um conjunto de medidas que seguiu desde a LDB de 1996 o roteiro dos grupos econômicos que passaram a controlar o ensino privado em todos os níveis. Por isso, reconhecemos o projeto destrutivo do governo Bolsonaro, mas sabemos também que durante o governo Lula-Dilma o setor da educação privada foi apoiado com vantagens econômicas como aplicações do FIES, Prouni, PROIES, entre outras. Contudo, o que está em jogo são as condições em que nossas organizações podem encontrar um ambiente de enfrentamento que seja justo para podermos conduzir nossas lutas.

Apoiar Lula agora é retirar do poder Bolsonaro, enfraquecer as bases do ódio e da violência na vida política, é resgatar um ambiente democrático para o debate, construir resistências sem ilusões com o futuro congresso e com a coalizão governista, lutar para reverter as reformas neoliberais e a precarização do trabalho.

Em São Paulo teremos um segundo turno em que, pela primeira vez desde 1994, não teremos um candidato do PSDB. Nessas três décadas, os paulistas viram o governo estadual privatizando e retirando direitos sociais, produzindo na educação o analfabetismo funcional e a destruição da carreira dos professores/as, as instituições estaduais servindo ao mercado e o estado servindo o capital financeiro do capitalismo nacional. Porém, há dois projetos que disputam o encerramento do ciclo de governos do PSDB. De um lado, o candidato bolsonarista, Tarcísio, que contou com o voto conservador, mesmo não sendo morador do estado de São Paulo. De outro lado, Fernando Haddad que já foi ministro da Educação durante o mandato de Lula e ex-prefeito de São Paulo, com um projeto alinhado à candidatura de Lula e aliado aos setores progressistas. Nosso voto e apoio em São Paulo é Haddad: pela democracia e pela mudança necessária.

As eleições não devem ser um fim em si mesmo, temos certeza que é preciso fortalecer nossas organizações e retomar a esperança não pelo medo, mas pela ousadia dos sonhos e dos projetos que interessem aos/às trabalhadores/as em defesa de sua autonomia.

SINDICATO É PRA LUTAR!

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